crooked kingdom

Resenha: The Language Of Thorns (Midnight Tales And Dangerous Magic) - Leigh Bardugo.

13.1.18


 "The Language Of Thorns" de Leigh Bardugo é uma coletânea de seis contos míticos envolvendo todo seu universo Grisha - o famoso grishaverse - agradando assim, leitores de sua trilogia original; "Sombra e Ossos", como aqueles que leram apenas sua nova duologia composta pelas obras de "Six Of Crows" e "Crooked Kingdom".
 Como fã da autora, "The Language Of Thorns" era um livro cujas expectativas estavam levemente elevadas, todavia a narrativa de Leigh Bardugo não surpreendeu muito durante essa leitura. Inclusive, alguns fãs perceberão rapidamente que a obra é composta por três contos já publicados online há alguns anos atrás. Portanto, apenas metade do livro apresenta conteúdo inédito.
 Com uma temática sombria e contos obscuros, Bardugo desenvolve perfeitamente as características específicas das fábulas. Temos personagens animais que apresentam traços humanos; protagonistas típicos e planos; uma prosa ritmítica e uma moral ao final de cada narrativa. 
 Os leitores já familiarizados com as versões sombrias dos originais contos de fada da Disney, pouco se surpreenderão com o estilo adotado pela autora, visto que cada uma de suas fábulas apresenta algum tipo de referência à esses antigos e consagrados enredos.

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Melhores Livros de 2017 | Best Books Of 2017

18.12.17



 Finalmente, chegou aquela época do ano, em que todos nós revemos conceitos e estabelecemos metas para um futuro melhor. E no caso dessa publicação, utilizaremos todos esses questionamentos e reflexões, para avaliar as questões literárias de 2017.
 Então, se a vida não está fácil para ninguém, as leituras nesse fatídico ano também não cooperaram muito para transformarem o mundo - pelo menos o meu - em um lugar melhor. No "2017 Reading Challenge" do Goodreads nota-se o quanto eu trapaceei na vida para alcançar minha meta de 30 livros lidos.

julia quinn

Resenha: Lady Whistledown Contra-Ataca - Julia Quinn; Mia Ryan; Suzanne Enoch e Karen Hawkins

28.11.17



 Declaro oficialmente que 2017 não foi o ano dos romances de época - juro que tentei, mas infelizmente chegou a hora de jogar a toalha e assumir derrota.
 Ainda esperançosa de que algum livro do gênero salvaria a pátria, tentei ler "Lady Whistledown Contra-Ataca". A obra, nada mais é, do que uma compilação de quatro contos envolvendo um enredo "misterioso" sobre o desaparecimento da pulseira de Lady Neeley - uma personagem rica que estava organizando um baile por aí.
 Portanto, durante todas as narrativas, as autoras fizeram seus personagens circularem em torno desse acontecimento e até mesmo encontrarem uns aos outros em diversas ocasiões (olá, crossovers), onde obviamente tudo foi descrito e documentado pela famosa Lady Whistledown.
 Sendo objetiva, o maior problema desse livro foi a rapidez e efemeridade dos acontecimentos. Romances de época já tendem a serem clichês e cansativos (quando lidos em excesso). Então, ao tentar enxugar e transformar essas obras em contos de 80 à 100 páginas temos uma overdose de amores desenfreados logo no primeiro capítulo de cada narrativa - onde os protagonistas se apaixonavam mais rápido do que tempo de preparo de um miojo.
 Mesmo sabendo das características próprias pertencentes ao gênero de contos, foi muito amor para o coitado do meu cérebro processar. Dito isso, vamos a uma pequena análise de cada estória.

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Resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

15.11.17


"The thing about a spiral is, if you follow it inward, it never actually ends. It just keep tightening, infinitely".

 "Tartarugas Até Lá Embaixo" foi lançado mundialmente há menos de um mês e desde então o livro está na minha enorme e crescente pilha de leitura, até que um belo final de semana, resolvi tirá-lo do limbo.
 A aclamada obra narra a estória de Aza, uma adolescente de dezesseis anos que tem dificuldades em agir como os demais - não porque ela é rebelde - mas, porque ela sofre de uma doença chamada: transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
 Como enredo para esse romance introspectivo, surge Davis - o garoto da casa ao lado - cujo desaparecimento repentino do pai, envolve Aza em uma busca pelo bilionário. Iniciando assim, o desenrolar da narrativa.
 Sendo leitora assídua das obras de John Green, desde 2010, criei um laço afetivo com esse autor - assim como outros milhares de leitores, os quais se identificam com seus romances e personagens - portanto, "Tartarugas Até Lá Embaixo" tinha todos os pré-requisitos para ser um bom livro e felizmente ele atingiu seu objetivo. 
 No entanto, a empolgação generalizada com o lançamento dessa obra, não a tornou imune a alguns problemas de desenvolvimento e execução. Os quais serão exemplificados nos parágrafos conclusivos dessa resenha, já que primeiramente é necessário citar os pontos positivos dessa trama. 

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Resenha: Mulher-Maravilha - Sementes Da Guerra. - Leigh Bardugo

19.10.17


 Então, Leigh Bardugo escreveu um livro sobre a adolescência de Diana Prince, a.k.a Mulher-Maravilha. Se surtei quando descobri essa notícia? A resposta adequada seria dizer que sim, eu tive um ataque de fangirl com a novidade. Se me desapontei quando comecei a ler o livro? Novamente, a resposta adequada seria dizer que sim, a frustração foi grande.
 Mas, antes de entrarmos na questão da minha opinião, vamos ao breve resumo da obra. Em "Mulher-Maravilha - Sementes Da Guerra", somos apresentados a uma versão jovem de Diana. Aos 17 anos, nossa futura heroína encontrava-se em fase de treinamento na reclusa ilha das Amazonas. Por ter sido feita, literalmente, da lama e do sangue de Hipólita (sua mãe e Rainha), Diana sofria uma certo preconceito das outras garotas (porque, nem a Mulher-Maravilha está imune ao bullying #gentecomoagente).
 Eis que logo no início da narrativa, Diana e todas as outras Amazonas estavam participando de um torneio e ganhar seria muito importante para nossa heroína conquistar uma certa moral entre as outras mulheres. No entanto, no meio do caminho rumo à vitória, Diana depara-se com um acidente de barco e resolve abandonar a corrida para resgatar os sobreviventes dessa tragédia.
 Lá chegando, ela descobre que somente uma garota ainda estava com vida e resolve então trazê-la para a ilha das Amazonas. Acontece que, nenhum mortal é permitido dentro do universo dessas guerreiras. A punição para quem quebrasse essa regra era o exílio imediato. 
 Diana então, tenta solucionar o problema - conhecido também como Alia - o mais rápido possível. Principalmente ao descobrir que a presença da garota está envenenando a ilha, assim como o ambiente também está matando a moça. Com toda sua glória de heroína destemida, Diana enfrenta o Oráculo e descobre que é possível salvar tanto Alia, como a ilha das Amazonas, mas ela deve agir rápido se quiser conceber esse ato de grandeza.
 Juntas então, as meninas fogem da ilha e iniciam uma épica jornada juntas. Repleto de cenas de ação, aventura e muito girl power, Leigh Bardugo entrega basicamente tudo aquilo que foi prometido em sua sinopse. Então o que não funcionou para mim nessa obra?

julia quinn

Resenha: Simplesmente o Paraíso (Quarteto Smythe-Smith #1) - Julia Quinn

19.9.17


 "Simplesmente o Paraíso" é o primeiro de uma série de quatro livros, intitulados "Quarteto Smythe-Smith". Como o próprio nome indica, essa é uma saga focada em um grupo de garotas solteiras, que juntas formam uma desafinada e terrível banda musical dos anos 1800.
 E nessa obra inicial, iremos acompanhar a estória de Honoria, que após ver ser irmão ser praticamente expulso do país por ter cometido uma bobagem na mesa de jogos, ganha secretamente um novo protetor: o melhor amigo de infância da família, Marcus Holroyd.
 Marcus e Daniel (irmão de Honoria) se conhecem desde pequenos, e a presença do rapaz na casa dos Smythe-Smith era basicamente obrigatória. Fato que acabou transformando o moço em praticamente um membro da família.
 Portanto, quando o mocinho é acometido por uma grave doença, Honoria e sua mãe partem desesperadamente em seu encontro. E na angústia de curar o rapaz de sua terrível febre alta, sentimentos adormecidos acabam aflorando tanto em Honoria quanto em Marcus, já que é durante esse sombrio período,  que eles acabam descobrindo a verdadeira natureza de suas afeições.

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Resenha: O Último Adeus (Rosemary Beach #12) - Abbi Glines

17.8.17


 Momento, vamos rir da infelicidade alheia: Esse mês eu pedi o novo livro da Lisa Kleypas (Uma Noite Inesquecível) para resenhar, porém o destino me enviou o lançamento da Abbi Glines. 
 Erros acontecem e como eu sou introvertida até mesmo no universo virtual (aquelas que não gostam nem de mandar e-mail), acabei por aceitar que leria meu primeiro livro de Glines (é o famoso, "aceita que dói menos").
 "O Último Adeus" é 12º livro da saga "Rosemary Beach" (haja imaginação) e ele irá contar a estória de River Kipling, atualmente conhecido como Capitão. O mocinho de nosso livro está montando um restaurante de luxo na famosa Rosemary Beach e antes da inauguração do recinto, ele contrata algumas pessoas para tomarem conta do local, entre elas, encontra-se Rose Henderson.
 Rose é uma mãe solteira, que trabalha duro desde os 18 anos para sustentar sua filha. Porém, sua contratação no restaurante de River não foi algo impensado.
 Tanto River quanto Rose carregam segredos obscuros de seus passados e ambos fazem o possível para viver com essas inúmeras memórias que os assombram constantemente. No entanto, como todo bom romance, juntos eles irão desvendar seus mistérios e vivenciar uma tórrida paixão que os curará de suas feridas emocionais.
  Basicamente assim, resume-se o enredo desse livro. E eu após uns quinze dias de leitura, concluo que as obras de Abbi Glines não são para mim. Então, se você é fã da autora, como milhares de pessoas são, por favor retire-se dessa resenha e não me odeie por odiar Glines, juro que sou legal.

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Resenha: O Resgate No Mar | Parte 1 e 2 (Outlander #3) - Diana Gabaldon

1.8.17


 Ler o terceiro volume da série Outlander é basicamente experimentar a mesma sensação que Claire deve ter sentido ao atravessar o círculo de pedras em Craigh na Dun: perder-se inteira e completamente em um universo extremamente diferente de sua realidade.
 "O Resgate No Mar", ou "Voyager" título original do romance, iguala-se com esmero as obras antecessoras de Diana Gabaldon. Nessa nova e empolgante aventura, Claire e Jamie deparam-se com situações aterrorizantes de serem enfrentadas, principalmente agora que ambos devem encarar a estranha realidade de viverem separados um do outro.
 Afinal, após a guerra em Culloden, Claire viajou novamente para seu tempo, acreditando cegamente no fatídico destino que aguardava Jamie nessa brutal batalha que dizimou todos os clãs e cultura das Terras Altas. Sem olhar para o passado, Claire viveu 20 anos em seu tempo, criou sua filha Brianna e permaneceu casada com Frank durante todo esse período.
 E é apenas após o falecimento de seu atual esposo que Claire finalmente retorna à Escócia para pesquisar sobre qual foi o verdadeiro destino de Jamie Fraser. E felizmente, para sua surpresa, nossa atual médica descobre que seu segundo marido não morreu na guerra como ela imaginara.
 Inicia-se então todo um trabalho de pesquisa entre Claire, sua filha Brianna e o historiador Roger para descobrir o verdadeiro paradeiro de Jamie. Uma vez encontrada e comprovada sua existência, Claire depara-se novamente com uma decisão que mudará toda sua vida: atravessar novamente o círculo de pedras e reencontrar-se com seu grande amor ou continuar nos anos 60 e permanecer ao lado de sua filha Brianna?
 Infelizmente, todo meu carinho por essa obra não permite que essa resenha seja livre de spoilers, portanto só prossiga na leitura desse texto caso você tenha lido "O Resgate No Mar - Parte 1 e 2".