segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Resenha: O Circulo Rubi (The Ruby Circle - Bloodlines #6) - Richelle Mead


 Depois de 7 anos acompanhando os personagens criados por Richelle Mead nas séries Vampire Academy e Bloodlines é triste aceitar que essa saga chegou ao fim e infelizmente terminou de um jeito completamente decepcionante.
 Essa resenha irá basear-se no último livro da série Bloodlines - The Ruby Circle ou O Circulo Rubi como ficou traduzido o título dessa obra aqui no Brasil ao ser publicado pela editora Seguinte (selo da editora Companhia das Letras). A série Bloodlines é um spin-off da série Vampire Academy ou Academia de Vampiro que no Brasil foi publicada pela editora Agir. 
 Com os famosos personagens de VA (carinhosa abreviatura para Vampire Academy), Bloodlines focou-se em Adrian, Sydney, Jill e Eddie como os "protagonistas", sendo toda a trama desenvolvida em torno do casal Adrian e Sydney (Nome do fandom: Sydrian) e os problemas enfrentados pelos mesmos ao tentar manter um relacionamento e ao mesmo tempo solucionar a enxurrada de problemas criados por Richelle Mead.
 A breve parte sem spoilers termina nesse exato momento, não tem como comentar esse livro sem estragar toda a série de VA e Bloodlines, portanto se você está lendo algum livro dessa saga ou ainda não terminou a leitura de The Ruby Circle não leia mais essa resenha, pois ela estará cheia de spoilers. Termine sua leitura e depois volte aqui para ler e compartilhar meus sentimentos com relação ao livro e a série em geral. 

sábado, 15 de agosto de 2015

Resenha: À Procura de Audrey (Finding Audrey) - Sophie Kinsella


"So now you know. Well I suppose you don't know - you're guessing. To put you out of your misery, here's the full diagnosis. Social Anxiety Disorders, General Anxiety Disorder and Depressive Episodes. Episodes. Like depression is a sitcom with a fun punchline each time. Or a TV box set loaded with cliffhangers. The only cliffhanger in my life is, 'Will I ever get rid of this shit?' and believe me, it gets pretty monotonous"

    À Procura de Audrey é o título nacional da mais nova obra da britânica Sophie Kinsella, publicada pela editora Galera Record esse mês no Brasil. Como leitora apressada, adquiri o livro em inglês antes do lançamento em português, portanto todas as frases retiradas da obra e postadas nessa resenha se encontrarão em língua inglesa. Durante essa resenha irei comentar sobre vários trechos do livro que me chamaram a atenção, porém não considero isso como spoiler pois a temática do livro é bem simples. Além disso quero declarar que eu vou claramente ficar animada e tecer elogios à Sophie Kinsella porque essa autora ganhou totalmente meu coração. 
   Avisos feitos, vamos começar a resenha explicando a narrativa da obra. "À Procura de Audrey" conta a história de Audrey, uma menina de 14 anos que sofre de um caso extremo de ansiedade e depressão. Ninguém sabe ao certo o que desencadeou esse problema com a garota, a única coisa que o leitor consegue deduzir foi que algumas garotas de seu antigo colégio praticavam um certo tipo de bullying para Audrey, fato que ocasionou essa série de transtornos mentais na garota e a fez sair do colégio.
   A narrativa é iniciada com Audrey em sua casa, contando os problemas sofridos por sua família que é composta por: sua mãe que é viciada no jornal local e faz tudo o que lá é publicado; seu pai que é um ex-músico e aparenta ser mais tranquilo que sua esposa; seu irmão mais velho Frank que é viciado em jogos online e seu outro irmão Felix que é o caçula e amor de toda a família. 
   Depois dos problemas ocorridos em sua escola, Audrey não sai mais de casa e também recusa-se a tirar seus óculos escuros, pois ela alega não estar preparada para estabelecer contato visual com ninguém, portanto o livro todo ocorre dentro do ambiente familiar sendo os únicos intrusos a Doutora Sarah que é a terapeuta de Audrey e Linus que é um amigo e companheiro de jogo de seu irmão mais velho.
   Por mais simples que a narrativa possa parecer, a personagem criada por Sophie Kinsella conquista o leitor principalmente aquele que sofre ou já sofreu dos mesmos problemas apresentados por Audrey (Bia levanta a mão lentamente). A autora não tem medo de explorar a mente da personagem e mostrar aos leitores o quanto ter ansiedade e depressão é difícil e cansativo. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Resenha: Tudo Que Você Não Soube + Dores do Amor Romântico - Fernanda Young


 Depois de um leve período de ressaca literária, Fernanda Young volta à me salvar. Esse mês eu li o ebook "Tudo que você não soube" e posteriormente reli (pela terceira vez) minha cópia física do livro "Dores do amor romântico", portanto teremos uma resenha dupla com foco principal no enaltecimento da magnífica escrita executada por Fernanda Young.
 "Tudo que você não soube" foi o terceiro livro em prosa que eu li da autora, sendo o primeiro "Vergonha dos pés" e o segundo "O Pau". Com escrita semelhante as outras obras, "Tudo que você não soube" relata uma espécie de carta feita pela protagonista para o pai moribundo como uma maneira de contar à ele todas as coisas que ocorreram no decorrer de sua vida. O enredo resume-se a isso, porém o que faz o leitor continuar a leitura é a escrita direta e realista da autora. 
 Em um momento de opinião pessoal, acredito ser impossível para qualquer mulher brasileira não se identificar com os dilemas, preocupações e até mesmo neuroses sofridos pela protagonista. A forma envolvente com que a autora expressa os sentimentos e pensamentos da personagem principal, fazem com que o leitor consiga entender as motivações por trás de suas ações. A genialidade de Fernanda Young é tamanha que seus personagens nos conquistam pelos seus cérebros e não por suas descrições físicas ou enredos fantasiosos.
 Faz falta no mercado literário nacional obras desse gênero, que relatam a mulher e o homem brasileiro dentro do nosso cotidiano.

"Parece discurso feminista, eu sei. Mas não há como evitar: ser menina é um problema. Mais um. Principalmente, para as meninas que nascem aqui no Brasil, um país onde a mulher, além da obrigação de ser bonita, tem a obrigação de ser a dona da alegria. Aqui mulher tem que fazer comida e fazer charme. Tem que ter coragem e bunda. Tem que saber sambar e saber o seu lugar. Uma barbárie. Aposto que você nunca tinha pensado sobre isso, tinha? Nenhum homem pensa. Eu penso. Sobre como nos querem festivas e subjugadas. Efusivas e caladas. Dadas e reservadas. O Brasil é macho, muito macho. É o pau-brasil, o bumba meu boi, o saci-pererê, o berimbau, o futebol e o caralho a quatro. E as meninas brasileiras são criadas para seguirem em frente sem perceber o quanto são ridicularizadas. Aqui é pior que na China, na Índia, países onde as mulheres são oficialmente inferiorizadas. Aqui se disfarça. Somo enganadas, levadas a crer que ser menina é isso mesmo: tomar na bunda sorrindo. Metáfora forte demais? Não, nem é metáfora. Seja uma menina no Brasil, e nada ao sei redor fará com que você se ache um individuo necessário"

 Abordando questões profundas e psíquicas "Tudo que você não soube" conquista o leitor e o faz perceber como coisas coisas simples alteram nossa maneira de ver o mundo. Outra leitura favorita.