segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Resenha: O Último dos Canalhas - Loretta Chase


"O Último Canalha" é a famosa continuação do livro "O Príncipe dos Canalhas" (clique no título da obra para ler a resenha) e eu confesso que a mera ideia de tentar ler novamente qualquer palavra escrita por Loretta Chase apavorava-me.
 Porém como boa brasileira, que não desiste nunca, resolvi ignorar a voz do bom senso dentro da minha cabeça e ler essa sequência. No entanto, antes mesmo de iniciar a leitura dessa obra, abaixei o máximo possível todas as minhas expectativas; praticamente tomei um chá de camomila para ficar bem calminha; respirei fundo e finalmente abri o livro.
 Infelizmente, nem com todo esse relaxamento intensivo, foi possível aguentar algumas ideias e as 100 últimas páginas desse romance, No entanto vamos ao breve resumo do enredo e posteriormente irei expressar todos os gostos e desgostos que senti com relação a narrativa de Loretta Chase.
 Seguindo a temática de libertinos incorrigíveis a autora apresenta agora a história de Vere Mallory. Um canalha de 34 anos que simplesmente não deseja fazer nada da vida a não ser dormir, beber e ocasionalmente dormir com alguma mulher. Como todo bon vivant, nosso protagonista evita todas as damas virtuosas, já que o trabalho (e a dor de cabeça) de deitar-se com uma virgem é enorme demais (e para não fugir do clichê ele também tem aversão a ideia de casar-se).
 Eis que todas suas convicções vão por água abaixo quando encontra a jornalista Lydia Grenville numa situação inusitada que acaba ferindo o orgulho e a reputação de macho man do nosso duque de Ainswood (sim, além de tudo isso ele ainda possui o título de duque).
 Óbvio que após toda a humilhação do encontro, Vere teve que vingar-se da mocinha. Seu plano maligno consistia em seduzir a moça, destruir sua credibilidade perante a sociedade e consequentemente tornar-se o único homem que conseguiu domar o dragão (apelido carinhoso que foi dado à Lydia).
 Basicamente o enredo do livro resume-se a isso, não há grandes acontecimentos ou reviravoltas. E até a página 150 da obra eu estava realmente divertindo-me com as peripécias dos protagonistas (ainda que muitas delas fossem irreais para a época), contudo a autora conseguiu destruir toda minha escassa simpatia após ultrapassar a metade do livro.
 Sinto em informar à vocês que a partir do parágrafo seguinte essa resenha conterá vários spoilers e também será levemente negativa. Então agora a leitura desse texto fica por sua conta e risco.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Resenha: Anjo Mecânico (As Peças Infernais #1) - Cassandra Clare



 Todos nós, seres humanos, temos algum guilty pleasure que gostamos de esconder a sete chaves e negar até a morte. Porém o meu prazer culposo deve ser admitido com o intuito de fazer vocês, leitores dessa resenha, entenderem o motivo pelo qual resolvi ler a série "As Peças Infernais" de Cassandra Clare.
 Sem delongas, resolvi confessar que todas as quartas-feiras eu, Beatriz, passo o dia inteiro ansiosa esperando o momento de poder relaxar em frente ao computador, acessar a Netflix e assistir (no estilo sessão de cinema, com direito a luzes do quarto apagadas e até mesmo um doces para beliscar) o seriado adolescente Shadowhunters.
 Sei que já passei da fase de me empolgar com séries de televisão em que meninos e meninas estão vestidos de preto com espadas que brilham na mão caçando vampiros; lobisomens; feiticeiros e alguns novos demônios. Porém a vida anda muito difícil para deixar-me ser consumida pela culpa de aproveitar um seriado despretensioso (#iregretnothing, #nãomejulguemsoulegal).
 Eis que entre um ou outro episódio, acabei me interessando novamente pelos livros da Cassandra Clare, já que em 2010 (sim, sou antiga) li e adorei o livro "Cidade dos Ossos" da série "Os Instrumentos Mortais". Meu amor pela história de Jace e Clary foi tão grande que na mesma época comprei em inglês o primeiro livro da série "As Peças Infernais" e desde então ele estava pegando pó na minha estante (romances de época começaram a ser publicados no Brasil e todo meu planejamento de leitura foi por água abaixo).
 Agora, graças a Shadowhunters (guilty pleasure recompensando a vida) eu finalmente li "Anjo Mecânico" e arrumei mais uma trilogia para  aquecer meu coração e curar minha ressaca literária. Vamos (até que enfim) ao resumo e opinião do livro (e fica aqui meu agradecimento à você que leu esses cinco parágrafos de devaneios/digressões/diário pessoal, prometo me controlar nas outras resenhas).
 "Anjo Mecânico" conta a história de Theresa Gray, uma garota americana que após o falecimento de sua tia recebe uma passagem de navio do irmão Nate para ir morar com ele em Londres, já que agora ambos estavam órfãos e sozinhos no mundo.
 Ao desembarcar na cinzenta e úmida Londres de 1878, Tessa decepciona-se ao encontrar no lugar do irmão a Sra. Black e a Sra. Dark. As excêntricas irmãs mostram uma carta de Nate à garota, na qual o rapaz instruía Tessa a embarcar na carruagem das velhas senhoras sem maiores explicações. Inocente aos acontecimentos sobrenaturais envolvidos, nossa heroína dá início a um problema gigantesco.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Resenha: Ligeiramente Maliciosos (Os Bedwyns #2) - Mary Balogh


 Dando continuidade à leitura da série "Os Bedwyns" de Mary Balogh, eis que finalmente resolvi ler "Ligeiramente Maliciosos" para aventurar-me outra vez com os romance dessa família e acompanhar nessa obra a história de amor entre Judith Law e Rannulf Bedwyn.
 O segundo livro da série, irá retratar de maneira pouco tradicional o encontro da Srta. Law com o jovem Rannulf. A moça estava viajando em uma diligência com destino a casa de sua tia Effingham, quando a carruagem praticamente despedaça em um acidente que deixa nossa pobre moça à beira da estrada com um bando de desconhecidos.
 Por sorte o rapaz Bedwyn também estava realizando à cavalo o mesmo trajeto que Judith, a única diferença era que o moço estava a caminho da residência de sua avó, porém sua cavalgada foi interrompida ao deparar-se com passageiros desesperados no meio da estrada pedindo ajuda.
 Sem saber o que fazer ou a quem socorrer primeiro, nosso esperto mocinho chega a brilhante decisão de convidar Judith à subir em seu cavalo e juntos irem à estadia mais próxima até alguém conseguir consertar a diligência e o tempo melhorar para prosseguir viagem, pois além do acidente as estradas estavam intransitáveis devido à chuva constante.
 A desiludida, porém sonhadora, mocinha de 22 anos resolve embarcar nessa que seria considerada sua primeira e última aventura antes de viver eternamente como uma parente pobre e explorada na casa de sua tia, pois sua família tinha uma dívida tão colossal que seu pai praticamente vendeu a garota como empregada à sua irmã rica em troca de ajuda financeira.
 Problemas à parte nosso casal tem uma atração instantânea, porém como ambos são espertos eles apresentam-se com nomes falsos de maneira a não se comprometerem nesse caso de uma só noite. Judith muda seu nome para Claire Campbell e assume a personalidade de uma atriz e possível cortesã, enquanto Rannulf diz ser Ralf Bedard e praticamente não revela quase nenhuma informação verídica sobre si.
 Juntos eles embarcam rapidamente em uma aventura sexual e quando Rannulf já estava meio apaixonado pela moça e propõe que eles viajem juntos mais alguns dias para aproveitar a companhia um do outro, Judith foge dos braços do homem para enfrentar sozinha seus sombrios dias como empregada da tia.
 O que ambos não contavam era que a casa da avó de Rannulf e a residência da Sra. Effingham fossem próximas e o pior de tudo era que Bedwyn, a pedido de sua avó, deveria cortejar a adorável prima de Judith.
 Os amantes que nunca mais deveriam se encontrar são obrigados a conviverem juntos novamente e todas as mentiras e segredos que foram ditos e escondidos irão ser relevados conforme Judith e Rannulf lutam contra o desejo que os uniu desde o começo.
 "Ligeiramente Maliciosos" foi um bom livro, porém a obra não me cativou tanto quanto o primeiro volume ("Ligeiramente Casados") e como sempre prometo justificar os pontos que me incomodaram um pouco na narrativa, assim como também prometo falar os elementos que gostei, já que essa não é uma resenha negativa.