segunda-feira, 27 de junho de 2016

Resenha: A Coroa (A Seleção #5) - Kiera Cass



 Sabe quando você se engaja em uma série e praticamente vira uma questão de honra ler o último livro dessa saga? Afinal você gastou seu tempo; sua energia e seu dinheiro nas obras anteriores, portanto torna-se impossível desistir e abandonar todo seu esforço aos 45 minutos do 2º tempo (gostaram da minha analogia com futebol? estou assistindo aos jogos da Eurocopa, porque é um europeu mais bonito que o outro #ficaadica)
 "A Coroa" de Kiera Cass foi um desses livros que li na obrigação, pois a minha neura ficava repetindo no meu cérebro que eu deveria terminar essa série, então o resultado negativo dessa leitura forçada não foi nenhuma surpresa.
 Desde que "A Herdeira" foi lançada, eu ficava questionando o motivo pelo qual a autora resolveu alongar uma trilogia que já estava finalizada . Os três primeiros livros de "A Seleção" não podem ser considerados as "8ª Maravilhas do Mundo", mas eles foram legais e serviram de entretenimento para minhas férias há alguns anos atrás, então relevava todos os problemas da série e encarava essa trilogia como uma leitura despretensiosa.
 Então Kiera Cass quis mexer com quem estava quieto e inventou esse enredo repetitivo, envolvendo a filha da America com o Maxon e simplesmente a coisa toda não deu certo, pois a autora limitou-se a escrever mais do mesmo e ainda (creio eu visando o lucro das vendas) alongou um enredo vazio por dois desnecessários livros.
 Não queria soltar spoilers, porém eles serão necessários. Só continue nessa resenha se você já leu "A Coroa", caso contrário você descobrirá coisas que estragarão sua leitura, já que comentarei sobre o desfecho da obra.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

TAG dos 50% (Mid-Year Book Freak Out Tag) - Book Tag


 É com muito orgulho e satisfação que esse blog lindo e maravilhoso completa 1 ano de vida! Liga o rádio; solta balões coloridos no ar; coloca o bolo de chocolate na mesa e faz uma selfie assoprando a velinha; cause it's time to celebrate. 
 E para comemorar adequadamente, resolvi fazer a "Tag dos 50%" EM VÍDEO (sai correndo pela casa, comemorando o fato de que eu fiz um vídeo). Já aviso com antecedência que ele ficou bem simplório, mas acredito (e espero) que todos vocês gostem.
 Essa tag consiste basicamente em um resumão das melhores e piores leituras já feitas durante esse primeiro semestre de 2016, portanto sem mais delongas vamos ao vídeo (eba o/). Para deixar esse post mais completo, vou deixar abaixo do vídeo os links das resenhas de alguns livros que lá aparecem, caso vocês queiram conferir.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Resenha: A Maldição do Vencedor (The Winner's Trilogy #1) - Marie Rutkoski



 "A Maldição do Vencedor" ou "The Winner's Curse" (título original) é um daqueles livros que todo mundo lê; adora e recomenda. Portanto, como uma pessoa incrivelmente influenciável, deixei-me levar pela intensa propaganda desse livro e acabei comprando-o para também viciar-me nessa obra que supostamente seria a melhor coisa que eu leria em 2016. Spoiler alert: Não, "The Winner's Curse" não foi o melhor livro do ano.
 Deixa eu contar à vocês os motivos pelos quais o sucesso e a publicidade desse livro são totalmente enganadores. Se você gosta dessa trilogia, por favor não leia essa resenha, pois minha intenção não é desrespeitar seus sentimentos.
 A ideia inicial da obra é a seguinte: Kestrel, nossa protagonista, é filha do poderoso general de Valória e antes de completar 20 anos a moça deverá optar entre casar-se ou entrar para o exército. Seu pai, como general quer que a filha siga seus passos, porém Kestrel sabe que não leva jeito nenhum com luta corporal e armas.
 Nossa protagonista limita-se a ser mais uma "Patricinha de Beverly Hills" jogada dentro de uma pseudo-distopia e portando a garota passa as 100 primeiras páginas do livro fazendo comprinhas de roupas e jóias; indo à festas;  jogando jogos de tabuleiros e tomando todos os tipos de vinhos para personificar completamente a imagem de moça rica e mimada.
 Em um belo exemplo de sua personalidade extravagante, Kestrel acaba acidentalmente dentro de um leilão de escravos e gasta um valor escandaloso para comprar Arin, o escravo "moreno alto, bonito e sensual".
 Arin, nosso protagonista, pertence aos Herranis, cuja raça foi escravizada quando os Valorians tomaram suas terras. Então nem preciso dizer que mais uma vez foi utilizada a questão "Montecchio X Capuleto" para a criação do romance ardente e proibido. 
 E assim termina a premissa, bem simples e com alguns elementos clichês, da obra de Marie Rutkoski. Aparentemente deve ser uma leitura rápida e agradável não é mesmo? Mas deixa eu tirar sua ilusão e dizer que demorei 15 dias para ler esse livro, porque absolutamente nada de novo ou interessante aconteceu nessa obra até aproximadamente a página 150.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Resenha: Marrying Winterborne (The Ravenels #2) - Lisa Kleypas



  Avisos: 1º- Resenha totalmente negativa, se você quer ler a obra ou gostou da obra ou não quer ler um texto recheado de ódio no coração, saia imediatamente. 2º - Vou contar tudo o que aconteceu no 1º e 2º capítulo desse livro o que pode estragar sua futura leitura (caso você leia essa resenha), então daqui para baixo, fica por sua conta e risco.
 Apresento à vocês o primeiro abandono de 2016: "Marrying Winterborne" concretizou minha profecia de que a série "The Ravenels" não é o melhor de Lisa Kleypas.
 Em "Cold-Hearted Rake" eu quase quis bater com a minha cabeça na parede, porém consegui concluir a leitura e manter-me esperançosa sobre a continuação dessa série. Mal sabia eu que o segundo volume desses romances ofenderia todos os meus princípios em menos de 3 capítulos.
 Eis o que aconteceu nesse livro (contém spoilers de "Cold-Hearted Rake"): Helen e Rhys tinham ficados noivos no 1º livro da série, mas o moço beijou atrevidamente a garota deixando-a assustada com o ato (já que ela nunca tinha beijado ninguém), resultando na intromissão de Kathleen que resolveu desmanchar o relacionamento do casal e proteger Helen das más intenções de Rhys.
 Porém, Helen não tinha intenção de romper o noivado com o rapaz e eis que no 1º capítulo de "Marrying Winterborne" a moça procura Winterborne para remediar a situação e protagoniza a cena mais humilhante da história desse país.
 Antes de exemplificar como a mulher se descabelou toda para conseguir reatar seu casamento, vamos falar da premissa machista desse livro. Desde a primeira obra, os protagonistas masculinos dessa série apresentam os pensamentos mais irritantes do planeta e Rhys não foi diferente.

" God knew who he'd nourished some faint, foolish hope that she might have wanted anything from him other than money. This was how the world had always worked, and always would. Men sought beautiful women and traded their beauty for wealth. He had debased Helen by putting his inferior paws on her, and now she would demand restitution"