quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Resenha: Ladrões de Sonhos (The Raven Cycle #2) - Maggie Stiefvater

*Resenha contém spoilers de "Os Garotos Corvos"*

 "In that moment, Blue was a little in love with all of them. Their magic. Their quest. Their awfulness and strangeness. Her raven boys."

 Se "Os Garotos Corvos" foi um livro ótimo (clique no título para ler a resenha), "Ladrões de Sonhos" não ficou atrás. Com sua escrita poética e temática inovadora Maggie Stiefvater comprova todo o potencial e magnificência que a série "The Raven Cycle" possui (o que significa que você deve largar tudo o que está fazendo e ler esses livros agora mesmo) .
 No segundo livro dessa saga o leitor é apresentado ao enredo que envolve Ronan e sua habilidade de retirar coisas de dentro de seus sonhos (how cool is that?), porém como toda questão mágica pede um equilíbrio, os garotos descobrem que os sonhos sobrenaturais de Ronan estão enfraquecendo a linha ley e consequentemente atrapalhando a busca por Glendower (aquele rei galês que eles estão procurando há anos). Além de fazer Cabeswater (a floresta mágica onde supostamente o rei está desaparecido) sumir do mapa.
 Não bastasse toda essa confusão sobrenatural, Blue e os meninos devem lidar com o aparecimento de um assassino na cidade, o Sr. Cinzento, que está em busca do Greywaren, um objeto utilizado para retirar coisas dos sonhos (ou seja todo o enredo gira em torno dessa temática à la Salvador Dali).
 Com um evidente foco no personagem de Ronan (pode-se dizer que ele praticamente é o protagonista desse livro), Maggie Stiefvater cria uma das melhores sequências que li nos últimos anos. "Ladrões de Sonhos" não fica estático ou preso aos problemas do primeiro livro, a obra evolui e expande a temática da série de maneira genial; deixando o leitor ainda mais cativado pelos personagens e o universo sobrenatural no qual estão inseridos.
 Porém isso não quer dizer que o livro seja totalmente imune à problemas e no meu caso, a maior dificuldade que encontrei no decorrer da leitura, chama-se: Joseph Kavinsky.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Resenha: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar (Os Números do Amor #1) - Sarah Maclean


 Após meses brigando com os romances de época do período regencial, admito que estava perdendo a fé nesse gênero literário, pois nenhuma autora parecia fazer ideia de como escrever um livro pertinente à essa categoria. 
 Eis então que no meio dos inúmeros lançamentos de romances aqui no Brasil, descubro esse diamante escrito por Sarah Maclean. E até agora estou tentando entender como essa autora pode ser a mesma pessoa que escreveu a mediana série "Os Clubes dos Canalhas". A única explicação plausível que minha mente encontrou foi que a escritora sofreu alguma abdução alienígena e alguém escreveu esse livro utilizando seu nome enquanto ela passava um tempo com os extraterrestres (longe de mim insinuar que este livro foi escrito por um ghost writer).
 Devido ao meu passado de decepções com a escrita de Maclean, estava esperando ler outro livro ruim (ou regular, na melhor das hipóteses), mas como disse anteriormente, "Nove regras a ignorar antes de se apaixonar" veio resgatar a essência dos romances de época e salvar o gênero.
 O primeiro volume da série "Os Números do Amor" conta a história de Calpúrnia, uma solteirona de 28 anos que após passar anos "tomando chá de cadeira" nos bailes, resolveu aproveitar seu status de invisível para a sociedade e aventurar-se pelo mundo.
 A moça então cria uma lista com 9 coisas que gostaria de fazer e o primeiro item que ela decide riscar de sua lista é "beijar alguém apaixonadamente" e ninguém melhor do que o devasso libertino, Ralston para ajudar a garota realizar essa tarefa.
 Contudo o destino dos protagonistas não irá limitar-se à esse simples encontro, Calpúrnia logo encontra-se dominada pela presença do notório Marquês e o que deveria ser apenas uma aventura, transforma-se em uma jornada de amadurecimento (e sedução, porque afinal de contas Ralston era um devasso irremediável) para ambos.
 Um livro de enredo tão simples e usual, não deveria ter destruído meu coração em pedaços, porém foi exatamente isso que ele fez. E eu quero deixar registrado para futuras referências que é exatamente isso que espero de um romance de época.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Resenha: Trono de Vidro (Throne of Glass #1) - Sarah J. Mass


“I can survive well enough on my own— if given the proper reading material.”

 Após ficar apaixonada por "Corte de Espinhos de Rosas" da Sarah J. Mass (clique no título para ler a resenha), resolvi finalmente ler "Trono de Vidro" que é outra famosíssima série da autora, porém voltada para um público mais jovem.
 Tinha altas expectativas para o primeiro volume dessa série e pode-se dizer que alguns aspectos foram condizentes com aquilo que esperava, enquanto outros ficaram abaixo do nível da escrita produzida por Sarah J. Mass.
 Em "Trono de Vidro" o leitor é apresentado à  Celaena Sardothien, uma famosa assassina de dezoito anos que atualmente está escravizada nas minas de sal em Endovier cumprindo punição por seus crimes. 
 Porém seu longo encarceramento é interrompido pela chegada do príncipe Dorian e seu fiel escudeiro Chaol que vieram buscar a moça na intenção de leva-lá ao castelo em Adarlan. Ambos os rapazes fazem a seguinte proposta para a garota: ela irá com eles ao palácio; lá lutará com vários outros assassinos do reino em nome do príncipe Dorian e fará todo o possível para conquistar o título de "Campeã" do Rei no final da competição.
 Totalmente desgostosa com a ideia de trabalhar para o mesmo Rei que a aprisionou nas minas de sal, Celaena impõe uma condição aos homens: caso ganhe a disputa, irá ficar apenas quatro anos sob o serviço do Rei e depois disso seria livre para viver sua vida fora dos muros do castelo.
 Os três então entram em comum acordo e partem rumo à Adarlan, porém engana-se quem pensou que a batalha entre assassinos seria a única dificuldade desse enredo. Como uma boa obra de fantasia, outros elementos sobrenaturais, tais como: demônios; fadas; bruxas; monstros; espirítos e até mesmo a existência de um universo paralelo, aparecem no decorrer da trama.
 Sem falar ainda dos componentes essenciais para um bom livro jovem adulto que baseiam-se na formação de laços de amizade e na criação de um triângulo amoroso. Então, já deu para perceber que a vida da mocinha ficou bastante atarefada durante a narrativa.
 Apesar das boas ideias para o enredo, "Trono de Vidro" é literariamente uma obra inferior quando comparada à "Corte de Espinhos e Rosas", tanto na questão da escrita quanto na elaboração dos personagens.